Em 1895, um presunto defumado servido num funeral na aldeia belga de Ellezelles intoxicou dezenas de pessoas. O professor de bacteriologia Émile van Ermengem, da Universidade de Ghent, isolou do presunto a bactéria responsável. Quase cem anos depois, a toxina dessa bactéria virou o procedimento estético não cirúrgico mais feito do mundo. Este é o caminho, em datas.

No sul da Alemanha, em Württemberg, surtos de intoxicação ligados a embutidos eram comuns no começo do século XIX. O médico e poeta Justinus Kerner (1786–1862) publicou, entre 1817 e 1822, as primeiras descrições clínicas completas do botulismo alimentar, com base em observação de pacientes e experimentos em animais.
Kerner foi além: sugeriu que o "veneno da salsicha" poderia ter uso terapêutico. A ideia ficou no papel por mais de 150 anos. (fonte: Erbguth F., Historical notes on botulism, PubMed)
Van Ermengem chamou o microrganismo de Bacillus botulinus, por causa das salsichas (botulus, em latim). Em 1922 ele foi renomeado Clostridium botulinum. A origem do nome está detalhada em por que o Botox tem toxina no nome.
| Ano | Marco |
|---|---|
| 1919 | Georgina Burke distingue os tipos A e B do C. botulinum |
| Anos 1920 | Snipe e Sommer, na Universidade da Califórnia, começam a purificar a toxina |
| 1946 | Edward Schantz e colaboradores obtêm a toxina tipo A cristalizada |
| 1949 | Arnold Burgen demonstra que a toxina bloqueia a transmissão neuromuscular |
Alan B. Scott, oftalmologista, procurava uma alternativa à cirurgia de estrabismo. A partir de contatos com Schantz em 1968, testou a toxina em músculos extraoculares de macacos (publicação de 1973) e, no fim dos anos 1970, passou a tratar estrabismo em humanos. O produto se chamava Oculinum, "alinhador do olho".
Em 29 de dezembro de 1989, a FDA aprovou a toxina tipo A para estrabismo, blefaroespasmo e espasmo hemifacial.
No começo dos anos 1990, a Allergan comprou os direitos do Oculinum e rebatizou o produto como Botox.
Na mesma época, o casal canadense Jean Carruthers (oftalmologista) e Alastair Carruthers (dermatologista) notou que pacientes tratados de blefaroespasmo voltavam com as rugas da glabela suavizadas. A publicação saiu em 1992. Dez anos depois, em 2002, a FDA aprovou o Botox Cosmetic para as linhas glabelares.
Em 2006, a autoridade sanitária coreana (então KFDA, hoje MFDS) aprovou o Meditoxin/Neuronox, da Medytox, a quarta toxina botulínica do mundo a chegar ao mercado. Depois vieram Hugel, Daewoong e outras, e a Coreia do Sul virou um dos maiores polos do setor. Letybo (Hugel) e Nabota (Daewoong), duas marcas que a Onevision distribui, vêm daí.
O Botox foi a primeira toxina registrada no Brasil, em 1992. Hoje o mercado tem nove marcas tipo A, comparadas em guia das marcas de toxina no Brasil.
Da salsicha alemã ao frasco liofilizado foram quase dois séculos, com um oftalmologista e um casal de médicos canadenses no meio do caminho. A Onevision distribui as marcas de toxina botulínica que nasceram dessa história, com nota fiscal, lote rastreável e cadeia de frio controlada. Veja a linha de toxinas da Onevision e fale com a equipe no WhatsApp.
Justinus Kerner descreveu o botulismo entre 1817 e 1822. Émile van Ermengem isolou a bactéria em 1895. O uso médico começou com Alan Scott, nos anos 1970.
O efeito na glabela foi publicado pelos Carruthers em 1992. A FDA aprovou o uso cosmético para linhas glabelares em 2002.
Oculinum, criado por Alan Scott. A Allergan rebatizou o produto como Botox no início dos anos 1990.
Estrabismo, blefaroespasmo e espasmo hemifacial, pela FDA, em dezembro de 1989.
A Onevision é distribuidora autorizada de Botox, Botulim, Dysport, Letybo e Nabota, com cadeia de frio controlada e pronta entrega.
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